Crítica | Horas Decisivas

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O filme no qual traz um dos resgates mais ousados se passa na década de 50. Bernie Webber (Chris Pine) faz parte da guarda costeira da Nova Inglaterra, um homem que não tem confiança em si mesmo, nem a confiança de seu chefe e companheiros de trabalho.
A princípio, o filme mostra Webber conhecendo Miriam (Holliday Grainger), mulher que vem falando há meses por telefone. Eles se apaixonam instantaneamente até que Miriam o pede em casamento. Para que ele aceite o pedido, ele precisa pedir permissão ao seu chefe, Cluff (Eric Bana).
Miriam tem medo do mar, de andar em barcos e, apesar de algumas insinuações, não é explicado o motivo. Aparentemente o diretor (Gillespie) quis deixar implícito o trauma de quem já vivenciou uma tragédia em alto mar.
No dia 18 de fevereiro de 1952, o mesmo dia que Webber vai pedir permissão ao chefe para se casar, uma tempestade atinge a cidade e causa estragos em dois navios petroleiros, partindo-os ao meio e prendendo suas tripulações.
A guarda costeira recebe a informação do primeiro navio e envia o resgate. Após a saída dos homens, chega a informação de outro navio que partiu ao meio. Por se tratar de localizações diferentes, a responsabilidade de salvar as vidas das pessoas cabe a Webber e outros três voluntários.
Todos acreditam ser uma missão suicida, pois trata-se de um resgate extremamente perigoso encontrar e salvar os homens do navio em meio uma tempestade. Cluff não acredita em momento algum que seus homens voltarão dessa tentativa de resgate, mas mesmo assim consente com a situação.
Os soldados que costumam ir as missões se mostram egoístas, do tipo que não colocaria a própria vida em risco para salvar pessoas desconhecidas. Em momentos como esse em que vidas estão em jogo, o diretor coloca uma pergunta em questão, onde até os personagens se mostram em dúvida “você arriscaria sua vida para salvar a do outro?”. Para esta pergunta, Webber responde sim. Na cena em que seus colegas o aconselham a não procurar de fato o navio, mas apenas dar uma volta no mar e após isso explicar que não encontrou nada, Webber se mostra firme e acrescenta que “na guarda costeira mandam você ir, não mandam você voltar” provando sua coragem e determinação.
Enquanto esperam o resgate, junto aos homens que se encontram no navio quebrado prestes a afundar, o engenheiro Sybert (Casey Affleck) mantém o navio em alto mar por mais algumas horas e tenta acalmar seus companheiros, dizendo que logo o resgate chegará.
Webber e seus três colegas saem para o resgate com um pequeno barco que seria para apenas 12 pessoas. A forte chuva e a fúria do mar dificultam ainda mais a missão de encontrar o navio. Os efeitos especiais usados nesta aventura é crucial para o envolvimento do público e o clímax da história, pois fica clara a dificuldade de se manter vivo naquela situação.
A bússola quebra, deixando-os mais perdidos do que nunca. A partir desse momento, os voluntários se desesperam e começam a implorar para Webber para que desistam desta missão. Ele se recusa a fazer isso, o que faz com que os homens acreditem que ele enlouqueceu.
Como estímulo da obra, eles encontram o navio por acaso, com 29 homens a bordo e restando apenas 8 vagas no barco. Um dos homens morre ao tentar saltar do navio para o pequeno barco e o desespero toma conta da situação, afinal todos querem ser salvos. Os 28 restantes conseguem saltar até o barco mantendo-se vivos. A volta é delicada, mas sem grandes aventuras.
Com tudo isso, o filme mostra-se fiel aos fatos nos trazendo um desfecho emocionante de uma obra histórica com drama e ação.

Dirigido por: Craig Gillespie
Gênero: histórico, drama, ação.

Jornalista: Jhenifer dos Santos Souza

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