Crítica: A Chegada

 

253557

O filme A Chegada (Arrival), acaba lembrando alguns longas que tratam de ficção cientifica, entretanto, o canadense Denis Villeneuve (O Homem Duplicado, Sicário: Terra de Ninguém), deu um toque de sensibilidade, o que deixou o filme com uma qualificação única e deu um diferencial extraordinário num estilo clássico.

A história é baseada nos dias atuais, quando do nada surgiram doze naves ovais em distintos pontos do planeta, sem nenhum tipo de aviso. Desde então, o momento de pânico domina os lugares em que haviam as naves ovais, iniciam-se alertas de emergência nas cidades para isolar e evacuar de imediato o local. Muita violência e confusões começam a aparecer, enquanto governos tentam providenciar uma maneira de se comunicar com estes invasores que não reagiram a nada, simplesmente pararam suas naves sem nenhum tipo de ação ou movimento qualquer.

A Chegada the-arrival-november-11-752x440

Louise, interpretada por Amy Adams e Ian, interpretado por Jeremy Renner, formam juntos uma dupla de especialistas em comunicação convocados para ajudar a decifrar a linguagem dos alienígenas, podendo assim conversar e fazer negociações de maneira que não interfira no Planeta Terra. Dra: Louise Banks é uma linguista e Ian Donnelly é um matemático. Ambos precisam decifrar o meio comunicacional dos seres alienígenas e tentar descobrir o que querem fazer no Planeta Terra, enquanto outros onze grupos espalhados pelo mundo também tentam decifrar. Porem a política, os interesses e diferenças culturais interferem o caminho da tentativa de uma descoberta científica.

No entanto, a grande dúvida que está sempre presente no filme é a seguinte: “O que eles (alienígenas) querem”? Denis Villeneuve, deixa novamente os espectadores num momento tenso do início ao fim, com sua câmera bem controlada e com a trilha sonora de fundo num tom atmosférico do compositor Jóhann Jóhannsson.

Villeneuve, discute claramente a natureza da linguagem, das relações e da troca. Ele brinca com a estrutura do enredo, como se fosse algo não-linear. Dessa maneira, o filme destaca-se de uma forma diferente de ficção científica que consegue fazer com que o ser humano se aproxime dos aliens. A ligação do humano com o desconhecido.

O roteiro realizado por Eric Heisserer (Quando as Luzes se Apagam), é uma fórmula clássica de uma história que conta com um drama pessoal que acontece com a protagonista Louise, no momento em que perder alguém na vida se relacione diretamente com a extinção da vida na Terra, e é nesse contexto que são interligados a viagem no tempo e o luto sofrido pela personagem. Com isso, o filme fica bem confuso do começo até um certo ponto antes do final. Porem a partir do momento em que a história passa a ser conexa de maneira bem estruturada, a narrativa começa a caminhar para certamente um final concreto.

Os efeitos especiais utilizados neste filme, foram incríveis, de modo com que pareça real. A data prevista para estreia deste é no dia 24 de novembro desse ano.

Direção: Denis Villeneuve
Produção: Film Nation Entertainment
Produção: 21 Laps Entertainment
Distribuidor brasileiro: Sony Pictures
Por: Izis de Fátima Teixeira Guerrero

COMENTÁRIOS